domingo, 24 de fevereiro de 2013

TARA


TARA


E essa tara, que é estranha para mim, de querer, de qualquer jeito, 
ter a conquista de enxergar o outro nu...

Compreensível, talvez, para aqueles que iniciam-se na jornada das
 relações, mas para quem é veterano....

O inenarrável prazer de ver peitos, bundas, vaginas e pênis, ultrapassa 
o meu além da imaginação, visto que tudo é tão semelhante; tão comum,
se não houver química e envolvimento.

Mesmo na época em que frequentava as famosas "termas", ia somente com o 
propósito de me divertir com as ocorrências, e quando alguma moça, no cumprimento
dos seus serviços, perguntava-me o que eu desejava, sem pensar duas vezes, pedia-lhe
que mentisse para mim, pois era o que mais precisava naquele momento.
- Mas como mentir?

Normalmente era isso o que perguntavam-me, o que de pronto respondia:
 "Diga-me que sou inteligente, que você nunca conversou com um homem igual a mim,
que sou diferente, e que mesmo com o meu excesso de peso, sou muito bonito!"

Ela sorria, entrava no clima, e quando eu menos esperava, lá estava ela a cumprir a missão,
mesmo a afirmar que era a mais absoluta verdade, afinal, profissional precisa ter convicção.

E eu, mesmo sem ter ido à cabine, pagava-lhe mais do que o preço do programa. Algumas questionavam, pois acreditavam que não tiveram realizado o "trabalho", mas eu afirmava-lhes que haviam feito muito mais do que o prometido. No final, até ficava com algumas, sem pagar nada, e fora daquele ambiente comercial.

Mas nunca fui preso à imagem vaginal que, sinceramente, nem é a coisa mais bonita de ser vista em uma mulher, assim como o pênis humano também é feinho, mas cumpre a sua missão direitinho, às vezes.

O meu tesão está na cabeça, portanto, valorizo o clima, o intelecto, a harmonia, e raramente os orifícios.

Gê!®

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