segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

REFLEXÃO PARA A VÉSPERA DA PASCOA


REFLEXÃO PARA A VÉSPERA DA PASCOA

Que bom seria se todos os corações deixassem-se levar por esse tal sentimento, que tanto dizem emanar dessas datas religiosas.

Natal, réveillon, semana santa, páscoa...são tantas datas festivas, aonde o amor e a conciliação com o altíssimo sacramento é louvada, que até temo por esquecer alguma, todavia, a meu ver, tudo isso não passa de pura hipocrisia, misturada com o desejo de lucratividade, tanto por parte das ordens religiosas, famintas por mais seguidores, não aos seus deuses fajutos, mas por membros fiéis, que venham a somar na contabilidade financeira, como o próprio mercado, sedento pelas moedas, muito mais do que trinta, a engordarem o faturamento, enriquecendo, dessa forma, os patrões, chamados de empreendedores, por ser uma forma mais edificante.

Que bom seria se nada disso fosse necessário ao despertamento dos corações incautos, sombrios e frios, para que o reconhecimento, como irmão, do seu semelhante.

O sistema nos faz egoístas.

O sistema impõe regras devastadoras à evolução que talvez seja maior do que a própria vida, dando-nos deuses egocêntricos, apaixonados por si próprios e, que tanto nos coagem ao seguimento, através de uma fé estranha, ditada pelo o próprio  homem travestido de sacerdote, seja de qual religião for.

Lamentável que não seja enxergado no outro a continuidade de si mesmo, sem relevar aos cultos e as datas impostas como santificadas, uma vez que de santo, nada temos, bestiais que somos!

Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo.

Amém!

Gê Vorib!®

REFLEXÕES VAZIAS

REFLEXÕES VAZIAS


Muitos dedicam-se ao virtual na esperança de encontrar o grande amor da sua vida; outros,
esperam criar laços de amizades, que jamais foram cultivados no convívio do corpo a corpo,
enquanto eu, vestido na minha santa ingenuidade, nunca procurei nada mais do que o
pensamentos e a boa e velha conversa de observatório, daquelas que a gente não se vê
mais por aí, e em troca, nada se espera, a não ser pensamentos.

 A velha e boa polêmica, sobre assuntos que foram, ao longo do tempo, tão remendados,
mas que ainda pode-se encontrar excelentes retalhos, para fazer bonito, o que não é tão belo.

Cultivar apreço por desconhecidos, passou a ser a minha rotina; ser amado e odiado, às vezes,
pela a mesma pessoa, no mesmo dia, tornou-se ponto de honra para mim, afinal, pelo menos
aqui, a gente é o que escreve...Mas gosto disso; adoro isso!

Essa estrada, se bem conduzida, serve aos bons propósitos, pois nela, consegue-se fazer alguém
sorrir, como também chorar. O sonho é o limite, para quem deseja amar.

Entre trancos e barrancos, consigo escrever meus prantos, as minhas reflexões e alguns toscos
pensamentos quebrados, e por incrível que pareça, algumas pessoas gostam....algumas pessoas
detestam! 
Mas essas últimas, eu nem ligo, afinal, nada me pagam para ter efeito os seus despeitos.

Agora, fico a pensar, e se não fosse  a motivação de ser assistidos por todos vocês que tanto
colorem a minha vida, mesmo distantes, será que teria o mesmo intento para permanecer nessa
seara onde as palavras se fazem em letras? O grande e valoroso papel que esse novo mundo nos traz é exatamente esse poder de mesmo de casa, ou do trabalho, compartilhar as nossas neuroses com tantos outros loucos da mesma e de outras espécies.

Amo vocês!

 Gê!®

DESNECESSIDADE


DESNECESSIDADE


E na desnecessidade da raça que nós somos, ainda queremos subdividí-la,
na tentativa de extrair o seu melhor....esquecemos, entretanto, que o
melhor do chorume é tão fétido, quanto o próprio chorume!

Numa luta desesperada para compor uma igualdade que sequer vivenciamos,
descansamos em feriados prolongados, à rigor, deixamos de lado a convicta
certeza de que uma nação se faz com cultura & trabalho, mesmo assim, a
cá estamos a cortejar uma consciência fajuta, sem labutar por dias melhores;
por condições melhores; por respeito, ou qualificação cultural e/ou profissional.

Mas não importa, pois todos somos iguais, quando nos desqualificamos, para
o melhor nivelamento, e com isso, aplaudir aqueles que realmente vencem, com
o suor e o trabalho e a cultura, extraída dos livros e das noites mal dormidas,
cuja a perturbação por uma futuro nobre, não deixou o verdadeiro vencedor
dormir, nem descansar!

Curtamos, pois, mais um feriadão, e deixemos a vitória aos chineses e coreanos,
e a tanta gente que tem metas, uma vez que, se lá não falta emprego, aqui não
haverá de faltar produtos para comprarmos, se dinheiro tivermos....

E assim, se desconstrói um país!
Gê!®

GOD SAVE THE KING



GOD SAVE THE KING

Ao longo da história humana, o Estado tornou-se sábio nas suas ações, pois engana-nos com maior facilidade, dando-nos a importante impressão de que somos coadjuvantes nas decisões, enquanto somos meros úteis e necessários serviçais.
  
Possuímos a escala de graduação social, mas é insignificante; de vez em quando, um, entre milhões, é selecionado para ser membro do Grande Conselho, mas isso é só para manter a calma e esperança da maioria.
  
Tornamo-nos escravos que passa de mão em mão, com o devido registro na caderneta, e sentimos muita falta, quando estamos sem um amo que nos acolha e nos dê o mínimo necessário à nossa subsistência, em troca do nosso tempo e do nosso trabalho, afinal, nascemos para ser serviçais.
  
Escravos-livres nos somos, entretanto, mais presos do que nunca, estamos!
  
Gê!®

ALGUÉM MEXPLICA?

ALGUÉM "MEXPLICA"?


Interessante ver o instinto humano a funcionar em plena carga, quando o assunto é sentir-se
magnânimo através da projeção feita em cima daqueles que vencem uma etapa; que conseguem
a façanha de atingir aquilo que era o sonho de todos, ou quase todos.

Conseguimos ver isso de forma clara quando o assunto é o futebol, e com menos efeito, sob as
corridas de fórmula 1. Também vimos o início desse fogaréu, quando o Guga se fez brilhar em suas
campanhas de tênis.Chega no campo do fanatismo; pessoas são capazes de se transforem em
assassinos, brigões, e tudo por conta de uma instituição ou pela a devoção de um ídolo, um ser,
muitas vezes, desprezível que não está nem aí para os seus devotos.

O que leva uma pessoa a gastar o que não tem; a deixar o seu emprego, ou mesmo a família,
simplesmente para seguir o resultado do trabalho de um grupo, como se fosse o seu; contemplar
uma vitória, como se fosse a sua; chorar por uma derrota, como que se o mundo tivesse acabado...

Exageradamente, esforço-me a entender tal conduta, mas não há qualquer lógica dentro desse cérebro,
que às vezes pensa.Será que isso traduz a necessidade de pleno êxito, que nem sempre é possível?
Penso comigo mesmo, admirado por tanta euforia que eu jamais teria.

Alguém "Mexplica"?
Gê!®

domingo, 24 de fevereiro de 2013

TARA


TARA


E essa tara, que é estranha para mim, de querer, de qualquer jeito, 
ter a conquista de enxergar o outro nu...

Compreensível, talvez, para aqueles que iniciam-se na jornada das
 relações, mas para quem é veterano....

O inenarrável prazer de ver peitos, bundas, vaginas e pênis, ultrapassa 
o meu além da imaginação, visto que tudo é tão semelhante; tão comum,
se não houver química e envolvimento.

Mesmo na época em que frequentava as famosas "termas", ia somente com o 
propósito de me divertir com as ocorrências, e quando alguma moça, no cumprimento
dos seus serviços, perguntava-me o que eu desejava, sem pensar duas vezes, pedia-lhe
que mentisse para mim, pois era o que mais precisava naquele momento.
- Mas como mentir?

Normalmente era isso o que perguntavam-me, o que de pronto respondia:
 "Diga-me que sou inteligente, que você nunca conversou com um homem igual a mim,
que sou diferente, e que mesmo com o meu excesso de peso, sou muito bonito!"

Ela sorria, entrava no clima, e quando eu menos esperava, lá estava ela a cumprir a missão,
mesmo a afirmar que era a mais absoluta verdade, afinal, profissional precisa ter convicção.

E eu, mesmo sem ter ido à cabine, pagava-lhe mais do que o preço do programa. Algumas questionavam, pois acreditavam que não tiveram realizado o "trabalho", mas eu afirmava-lhes que haviam feito muito mais do que o prometido. No final, até ficava com algumas, sem pagar nada, e fora daquele ambiente comercial.

Mas nunca fui preso à imagem vaginal que, sinceramente, nem é a coisa mais bonita de ser vista em uma mulher, assim como o pênis humano também é feinho, mas cumpre a sua missão direitinho, às vezes.

O meu tesão está na cabeça, portanto, valorizo o clima, o intelecto, a harmonia, e raramente os orifícios.

Gê!®

INCONGRUÊNCIA


INCONGRUÊNCIA


E eu cá comigo, sempre a pensar; sempre a refletir sobre absurdos, porém, contumazes
reflexões que raramente levam à alguma coisa, mas que traduzem-se em exercício mental,
antes que a demência me pegue e leve, para algum canto sombrio, de onde nunca
mais regressarei.

Divina arte que nos faz pensar, refletir, seja lá por qual temática,contanto que nos
permita não dormir na indolência da intelectualidade,e no meu silêncio, retenho palavras,
que se tornam frases incoerentes, por vezes, mas que retratam-me fidedignamente.

Gosto disso pra caralho!


Gê!®

RESPOSTA


RESPOSTA

Eis que nascemos apenas para fecundar o mundo, por mais que 
não haja o desejo instantâneo da reprodução, o apetite, por
se melhorar e estar apto à dança do acasalamento, é constante
em nós, não apenas nos homens, com também nas mulheres, 
essas caçadores implacáveis que, usando-se de subterfúgios, 
faz-nos crer que somos os caçadores, quando somos os caçados.
Gê!®

COISA RUIM

COISA RUIM


...E fica aquela sensação estranha de que algo não foi dito; que alguma coisa falta a
ser preenchida, e as pessoas descolorem!

 ...E retenho-me nos mais absurdos pensamentos, na tentativa de encontrar um motivo, um único
motivo, para poder dizer que pessoas são boas e generosas, mas como posso fazer tal afirmação,
se os meus olhos, por mais que se esforcem, não encontram tais pessoas dignas de contos mágicos?

...E são tantos "ê's", tantas e tantas condicionais, que tudo termina sem tempero, sem sabor de coisa válida.E é assim que tenho me sentido; com aquele gosto de fel na boca, que invade o estomago e fica remoendo por dentro, sem nunca passar, sem hora definida de parar. Coisa ruim.

Talvez por conta da idade, estou tão de saco cheio de gente; um nojo espremido, toma conta de mim, e aquele fedor comum, insiste em entrar por minhas narinas, a ponto da ânsia do vômito chegar bem perto, e quase sair os bofes pra fora!

Coisa ruim!

Gê!®

SEM PONTO DE RESISTÊNCIA

SEM PONTO DE RESISTÊNCIA


E vivemos nessa doce ilusão de pensar que somos donos do lugar onde vivemos; 
que participamos das decisões emanadas pelo os nossos governantes que, ironicamente,
faz-nos crer que somos nós que os escolhemos.
  
Ovelhas; rebanho; povão; massa....Assim é como somos tratados no círculo da verdadeira elite,
aquela que manda e desmanda; a que retém o poder, e o aprecia na degustação que só os
famigerados se entregam.
  
Na verdade, não passamos de meros serviçais, operários de uma construção estranha 
de uma sociedade mais estranha ainda, cujo objetivo, sei lá por que, é o incremento da
massa imbecilizada, dando-lhe, de vez em quando, o pão e o circo, para que não haja o
despertar de uma consciência política, muito menos o desgarramento  das crenças primitivas,
que tanto mantém na ordem que se deseja o Estado, portanto, "Ave Caesar morituri te salutant" 
(literamente: Salve César, saúdam-te aqueles que morrerão).
Gê!®

QUAL É O SIGNIFICADO DA VIDA?


QUAL É O SIGNIFICADO DA VIDA?


Tanto quanto o "SERÁ QUE SOU CORNO?", essa questão é levantada desde o primeiro
instante em que o homem descobriu que podia pensar, seguido pela a mulher, alguns milênios depois.

 A vida se faz pelo o ajuntamento de diversas composições químicas, que dadas as condições do ambiente, a faz surgir, e como é prazerosa aos viventes!
Não há o encontro de outra coisa nesse mundo que seja mais essencial do que a vida, mesmo sem deixar evidentes pistas do seu início,  ou da sua idade. 

E nessa complexidade de órgãos vitais; gases, como o oxigênio; líquidos e fluídos,  estamos nós, os humanos, entre tantas outras espécies, embora concluímos que apenas a nossa raça é digna de se assemelhar ao grande criador, caso ele exista em matéria.

E qual é o sentido de tudo isso?
O que nos faz prezar tanto uma condição que leva apenas alguns  dias, cerca de 25.500 dias, ou horas, aproximadamente 622 mil horas?

E esse desejo absurdo de conseguir chegar à eternidade, e ser reconhecida a nossa importância, dentro da desimportante esfera biológica que talvez sejamos, quem sabe não seja despertada pelo o desespero por não saber o que virá depois.

Nesse momento, criamos deuses criadores de nós mesmos; protetores ferozes da continuidade extra-vida, como que implorássemos por clemência, a rogar o direito de sermos eternos, e do lado direito, não sei por qual motivo essa escolha, sentarmos ao lado do Pai, e haja banquinho para acomodar tanta gente!

Gê!®

NO MELHOR DOS MUNDOS


NO MELHOR DOS MUNDOS


Quem não deseja estar no melhor dos mundos, e dele se aproveitar feito
o faminto que serve-se à mesa farta?

O que inquieta tanto é que o melhor nunca é excelente, uma vez que sempre haverá
de ter o que o supera, causando nesse momento a frustração de quem tanto desejou
estar ou chegar ali.

Será a insatisfação uma constante no instinto humano?

A busca pelo inatingível é a nossa meta, e sem que nos percebamos, alcançamos, para novamente
a insatisfação voltar, e tudo de novo, ou de velho, desejarmos, mesmo que seja àquela condiçãozinha medíocre de antes, que tanto abominávamos.

Não é incomum encontrar alguém a declamar que daria tudo o que tem só para poder voltar no tempo, e ter de novo aquilo que tanto labutou para deixar para trás, na conquista daquilo que tem agora.
- Estranho isso, não?

Comum é a insatisfação; o desejo pelo o que não se tem, para quando tiver, não dar qualquer valor.
Consumistas de nós mesmos, é o que somos, embora não nos atentemos, afinal, o que é necessário
para se viver, apenas viver, feito um cão vadio, porém tranquilo e absoluto no seu momento, não
importando-se com o amanhã; com o futuro incerto, ou com a temida, mas generosa, morte.

Navego por entre as hipóteses; vasculho o meu passado; vislumbro o meu futuro, mas sem dar valor
real às respostas, pois se nem a vida considero real...Tudo não passa de um faz-de-conta mentiroso; um mal entendido da natureza que, sem querer pariu um sonho; um instante que para quem é um dos personagens, acreditar ser longo, e realiza-se no desejo de poder haver alguma coisa do lado de lá, só para continuar na incansável busca do medíocre e infalível mundo melhor, enquanto eu, na contrariedade do acaso, não quero o melhor dos mundos, ao contrário, quero que seja tenebroso, escuro e fedorento, pois não se pode fugir daquilo que é a nossa natureza.

E uma coisa tenho certeza: Não há luz na escuridão, e o sol cega a minha visão, mais até
do que o insólito obscuro. 

Gê!®

A GRANDE FARSA DA HONESTIDADE

A GRANDE FARSA DA HONESTIDADE


Só agora, no início do meu segundo, e último, tempo de vida, começo a identificar a real persona das pessoas; só agora, somente agora, descubro como é falsa a honestidade, e nos mínimos detalhes, nos encontramos com aqueles que de uma forma, ou de outra, podem nos jogar ao mar, sem prévio aviso.

Seja naquele amigo de anos, que tantos favores nos deve; seja com a servidora, que sempre fizemos questão de honrar o seu trabalho, com o pontuoso pagamento, ou com o pedreiro, que ao acreditar que temos mais do que ele, não se encabula de meter-nos a mão, na hora de um orçamento.

Por que é que as pessoas são assim? É o que pergunto-me a todo instante!

Como qualquer mortal, também tenho os meus sonhos; os meus planos; o meu desejo de prosperar, mas, em momento algum da minha vida, desejei a vitória sem que fosse com o meu próprio esforço, afinal, que graça tem ganhar, se for roubado?

Enquanto isso, observo, aos montes, a auto-proclamação de uma honestidade que, nem de longe, se faz presente nas atitudes, nos comportamentos e nas ações diárias...

E novamente, penso a cá comigo: "Qual é a finalidade disso tudo?"

Aturdido, não encontro respostas, se não, a de que a hipocrisia sempre ganha da honestidade.

O caráter acabou!
A honra foi morar muito longe...Só nos sobrou o que há de pior; aquilo que ninguém mais quis; ficamos com o lixo de nós mesmos, felizes da vida com o resto que nos cabe!

 Gê!®

ADMIRÁVEL MUNDO LOUCO


ADMIRÁVEL MUNDO LOUCO


Admirável mundo louco, cheio de gente com manias e verdades absolutas.

Ao caminhas por uma rua, ou prostrado em um ônibus lotado, a reparar traços
e fisionomia de seres cansados, sonolentos, indignos pela a condição de vida e
envolvidos na miséria da cultura que tanto lhes falta, imagino de imediato o que
há de passar naquelas mentes obedientes e servis.

Quais serão os seus anseios de desejos?

O que as realiza?

E como um espelho, procuro tomar a forma daquele ser para mim, no seu conjunto,
com todos os seus desesperos e crenças; seus medos e pavores...

Imaginar-se outro, mesmo ciente de que é si mesmo, é incrível, pois gera sentimento
de poder e de domínio. Ah, adoro o poder, por mais que não o tenho, e penso em
como deve ser, ser dominador e absolutos...

Nessa estranha tragédia que é a vida, não mais entendo, quanto o idiota a entende;
não sou mais nada, do que é aquele que nada vale, aos olhos da maioria, e no final?

Qual é o nosso exercício, senão a aprofundamento da filosofia, que nada mais serve
do que a refletir questão aparentemente absurdas, tão absurdas, quanto é a nossa
própria vida!

Adoro pensar, mesmo que seja em merdas!

Gê!®

COISAS DA VIDA


COISAS DA VIDA


É interessante o valor que cada pessoa atribui ao mundo virtual e suas nuances;
é instigante querer perceber o que tanto motiva beltranos e sicranos a lerem aquilo
que não apreciam; que foge à regra das suas verdades, e com isso, entenderem-se
como inimigos de arma do infeliz que teve a maldita inspiração de colocar em letras
toscos pensamentos ou comentários...

É mais interessante ainda, poder observar que de um tempo para cá, a busca pelo
o meu perfil mudou, pois, se antes eram só as moças que me adicionavam, hoje
também tem homens; rapazes que, mais do que as moças, procuram a interação
para discutir assuntos diversos, ou simplesmente para as lamentação sobre a vida
cotidiana, nem por isso desinteressante de ser ouvidas, afinal, há sempre lições em
tudo que ouvimos....E como aprendo com esses amiguinhos!

Diferente de muitos que existem espalhados nessa seara de sentimentos virtuais,
reconheço que não transmito a imagem de sex simbol, pelo o contrário, a desconstruo
sempre que posso. Não sei o por que, mas nunca consegui ver a internet como um
meio de arranjos, muito embora, não nego, já tive alguns excelentes relacionamentos
reais, com aquelas que conheci por ai, mas foi descuido meu; desatenção que valeu
belo premio de consolação.

Legal pra caramba, quando surge alguém a enviar-me mensagem que afirma que
aprecia-me bastante, mas se eu....Esse "mas", é phoda! rs

Sempre acreditei que quando se gosta de alguém, gosta-se pelo as qualidades, que
nem sempre são muitas, como também pelo os intermináveis defeitos. É, é o
que sempre achei!

 E a proporção só cresce, pois há também aqueles seres longínquos que ficam magoados,
aborrecidos mesmo, se diante de uma postagem que recebe vários comentários, e alguns
deles forem explicitamente respondidos, não constar resposta para aquela importante
opinião auferida dos seus mais profundos sentimentos, e nessa hora, o rancor; a mágoa;
o desespero por se achar menos importante na consideração daquele que se admira
ou odeia...É PHODA!

Amiguinhos, adoro essa merda de escrever, embora tenha a certeza de que falta-me muito
para que realmente torne-me O Cara, mas, sinceramente, nem desejo ser o cara!Entendo
isso aqui, como uma grande brincadeira, onde podemos escrever qualquer besteira; ler e
responder, se o saco e a paciência deixar, e, em nenhum momento estou preocupado com
a opinião de quem quer que seja, sobre o que escrevo, ou sobre os meus comentários, pois,
caso estivesse, pensaria três ou quatro vezes, antes de postar, e quer saber; nem postaria
porra alguma!

O meu objetivo aqui, é não ter objetivo; não quero seduzir ninguém; tornar-me amigo de
contato, só se ambos acharmos que vale a pena, MESMO!

 É certo que sexo e cerveja, não devemos recusar, a depender do momento e das
circunstâncias, mas garanto a todos que não estou oferecido, e sei do meu real valor
que, com toda essa inflação à vista, é quase nenhum!

Portanto, "não me queriam mal, pois só sei querer bem!".

Gê!®

NA FESTA DO ARROMBA

NA FESTA DO ARROMBA

E eu a entrar na estrada dos velhos e a imaginar como será eu, lá com os
meus setenta e poucos, todo animadinho, numa noite de sexta-feira, a
chamar os amiguinhos da velha guarda, para juntos realizarmos aquela
cerimônia ao sagrado deus Baco, aquele que tudo permite, em favor da
satisfação da carne e dos desejos inconfessáveis. 

E lá estarei eu, junto com nós todos, com ceroulas, dores reumáticas,
bengalas e contos de vantagens sobre quem é capaz de dar três, sem
botar os bofes para fora, não explicitando se essas três seriam ou não,
apenas tentativas de um corpo, quase inerte e maltratado pelo o tempo...

Penso na minha triste figura de velho homem safado, que tudo quer,
mas que pouca coisa conseguirá realizar, e na calada da minha frustração,
restará-me as longínquas lembrança de um passado que um dia me pertenceu,
e isso, apenas isso, será capaz de deixar-me orgulhoso, mesmo que, por alguns
instantes, com aquilo que restou de mim.

Mentira se dissesse que essas coisas não me assustam, pois assustam sim!

Gê!®

SÚPLICA


SÚPLICA


Já não me contento com a normalidade,
minhas expectativas são maiores;

Estou cansado da banalidade,
o novo para mim, não basta;

Quero emoção; convicção nas palavras,
incerteza e incoerência, talvez,mas
que faça-me pensar;Refletir sobre mim mesmo,
e sobre o que estou a fazer aqui.

Preciso de um motivo.
Desesperadamente, preciso.

Que crie em mim o desejo de voltar,
e voltar, e voltar....

Por favor, escreva algo interessante,
que me dê uma razão para estar aqui;
estou farto da mesma coisa, das frases
emolduradas, replicadas, replicadas, replicadas....

Que tédio!

Por favor, mude a ordem das coisas!
Provoque um caos na mente das pessoas....

Estimule o cerebelo,
mexa com o boldo raquidiano;
faça o mesocéfalo se agitar,
nem que seja por um instante.

Que tédio!

Implique com os meus conceitos;
deboche dos meus valores;
faça de mim o advogado das minhas crenças.

Que tédio!

Revolva a minha apatia.
Sei que você é capaz!

Gê!®