quinta-feira, 27 de novembro de 2008

DOR

O que mais resume a vida, senão a dor?

A dor do parto; do nascimento, quando choramos, quem poderá dizer que no sopro da vida, início de tudo, não há dor?

A dor da infelicidade, da tristeza e amargura....


Na felicidade também encontramos dores, que alimentam nossos pensamentos com tormentos e medo da perda.


Dor, incrível dor, que no ego, transformá-nos nos mais poderosos e perversos dos seres!

Enigmática, incoerente, amarga, inconseqüente e dolorida, dor...

...Que cria e que mata; que ajuda e atrapalha.


Não há vida, tampouco morte; felicidade ou tristeza, onde não se evidencie tal sentimento, que se dirá sofrimento.
Da mágoa ao remorso; da piedade à aflição; da condolência ao sofrimento moral ou físico, em tudo e em todos, lá estará ela, em todo o momento presente, a toda hora de prontidão, atenta e companheira...

Motivadora da inveja, do despeito e do ciúme, nem sempre tida somente por boas causas, mas constantemente presente.


Na chegada ou na partida; no início ou no final.
Dor!

Qual é a sua verdadeira missão?


Seria a dor um elo de transição para a construção do modelo do ser perfeito para se chegar ao Pai, já que nem JC, segundo dizem, foi poupado de tal julgo?

Cordialmente,
Gê!