sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Os pés...


Pés...
Adoráveis pés que deitam-se suavemente ao solo para que eu fique de pé!

Pés que, segundo os orientais, guardam segredos inimaginaveis sobre a nossa mente, nosso corpo e saúde...

Ah, pés! Como eu os venero, mesmo estando no mais baixo degrau de um corpo, seja ele humano ou não.

Pés que, sempre de prontidão a me servir, deitam-se para eu levantar e levantam-se, como um guardião para que o meu descanso seja tranqüilo e, ao menos sinal de perturbação, agitam-se preocupados, a procura da defesa de tamanho corpo...Opulento corpo!

Pés que de servos, tornam-se senhores, pois, sem vocês a lugar algum vou , sem que seja necessária a misericódia de terceiros...

Oh, pés, gloriosos pés, que nem sempre damos o devido valor!

Que no descansar do nosso corpo, com a chegada nossa morte, serão altivos e, novamente, postando-se como um bravo guerreiro, de pé, gardiando esse corpo que durante toda a vida deu mais atenção ao coração e a mente, mas sempre ou quase sempre deixando-lhes ao esquecimento, mesmo sendo servis e guardiõed do nosso sono; aqueles por onde, muitos acreditam, parte a nossa alma no momento da fuga do corpo inerte.

Aos meus pés ficam o meu reconhecimento e o agradecimento por serem tão preciosos à minha caminhada.

Veneravelmente,
Gê!

Nenhum comentário: