segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Andando pelas ruas, viajando de ônibus..



Andando pelas ruas, viajando de ônibus....


Ultimamente tenho procurado observar um pouco mais as pessoas ao caminhar pelas ruas; quando o ônibus pára para que pessoas desçam ou subam, fico a olhar a todos com certa discriminação, confesso, analisando quem tem a maior probabilidade de uma vida mais longa ou mais curta; quem ali deve alimentar-se melhor ou com maior dificuldade pela conquista da sobrevivência...

Notadamente, existem vários seres humanos entre o humanos, nenhuma tribo é semelhante , se quer a outra, uma vez que o próprio sistema faz questão de criar essa separação.
Mesmo no Rio de Janeiro, um Estado tão pequeno, observo os trajeitos, o modo de falar e agir, a forma como se vestem e, principalmente, os semblantes...Nenhuma, definitivamente, tribo é igual!

Podemos até ser parecidos na forma, mas jamais iguais. O valor dada a cada indivíduo nunca será o mesmo como se "deseja os de bons corações", afinal, para que um sociedade exista necessário se faz agraduação da espécie, o sustento do clero, a manutenção da elite, tão podre, mas tão necessária e, principalmente, a existência dos miseráveis que, sonhando com dias melhores, vivem exclusivamente para manter o seu sustento e reproduzir seres, semelhantes aos humanos, para que desses a sociedade se sirva.

Triste constatação é a minha, ao ver indigentes mendigos, saltando-se, uns sobre os outros na rua, sem ao menos ter um prato descente de alimento e não ser penoso a ninguém...nem a mim.
Triste constatação é a minha, perceber que crianças não são iguais, pois há aquelas que são visivelmente tratadas com indeferença por todos; vistas como animais, se é que não são, vivendo, desde o seu nascimento, nas ruas, sem nunca ter deitado-se numa cama quentinha ou feito suas necessidades fisiológicas em um banheiro limpo.

Nenhuma tribo é igual e igualdade não é para todos.

Benditos sejamos nós que mal ou bem, temos os nossos lares e podemos desfrutar de frutas frescas, banheiro limpo e cama quente.

Reflexivamente,
Gê!

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