quinta-feira, 31 de março de 2011

Ama-me!

Ama-me!

Entrega-te por inteira, sejas verdadeira, por mais que tudo seja uma mentira!


Ama-me por horas, apenas, ou talvez, menos que isso, até...

Contudo, que haja a intensidade.


Ama-me por uma noite inteira e, na manhã seguinte, siga o teu rumo, sem olhar para trás, mesmo que eu te chame desesperadamente.


Ama-me; permita-me, com toda a saliência, descobrir o teu corpo; desnudar tua alma e, por fim, ouvir teus gemidos, silenciosos gemidos, que tanto barulho faz no meu coração e, na minha perturbada mente.


Ama-me, para então, eu poder penetrar nos teus desejos, com falácias e, receber como resposta a tua felação.


Ama-me, para que eu possa contemplar o desfalecimento desse corpo, após travada luta de beijos e carinhos, a suplicar-me o descanso, generoso e merecido.


Ama-me?


Gê!®

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